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Meu Aprendizado



No artigo anterior contei para vocês um pouco da minha história. Neste artigo vou dividir com vocês alguns passos e ferramentas que venho desenvolvendo na “Minha História”.


Nos meus primeiros passos nesta jornada, confesso que eu tinha dúvidas se meu corpo aguentaria e não sucumbiria neste caminho, pois a dor era intensa, não dava trégua, e me fazia sentir uma sobrevivente. Ao mesmo tempo, a minha mente me lembrava: “Eu não posso passar em vão por esta história de amor e desafios que me norteiam ao despertar do meu coração generoso".  


O primeiro aprendizado: Foi que para sair do "modo sobrevivente" eu precisava buscar AJUDA. Dois meses depois da passagem do Thiago eu me mudei de cidade e busquei um centro espírita para receber ajuda. Fiz um atendimento fraterno e o presidente me disse para voltar no dia seguinte e começar o tratamento. Chegando lá, fui instruída por uma senhora amorosa que eu ajudaria dando passes e me ensinou o trabalho. Fiquei espantada, pois fui em busca de receber ajuda, eu não tinha nada para doar, eu estava vazia. Porém, sem entender como me beneficiaria, segui por um ano o trabalho diário de servir, e em algumas semanas já senti a vida pulsando novamente dentro de mim. A minha alma foi sendo nutrida com os abraços carinhosos de gratidão que as pessoas me ofereciam ao se despedirem. O circular da energia espiritual beneficia quem doa e quem recebe. Foi quando aprendi o valor de se doar para se curar: “CURAMOS NOSSAS FERIDAS ACOLHENDO AS FERIDAS UNS DOS OUTROS”. 


O segundo aprendizado: Agora com mais energia, pude iniciar novos cuidados para lidar com a minha dor. Escolhi a terapia e a homeopatia como recursos para conhecer as minhas emoções. Deparei-me com crenças culturais sobre como viver o luto, e descobri a trajetória infeliz que elas nos impõem. Entendi que ninguém tem a resposta para a nossa dor, mas temos autonomia para tomar a decisão de como queremos vivenciá-la, pois somente saímos dela através de uma ação.

Aprendi que não precisava seguir um padrão de sofrimento, e sim, desenvolver HABILIDADES para ver e lidar com a dor sob uma nova perspectiva. Esta visão me libertou das sombras do castigo e da punição e me aproximou do entendimento dos desafios da vida como fonte de evolução. Percebi o valor de honrar minhas experiências, pois elas oportunizam o caminho que cada um irá escolher. 


O terceiro aprendizado: À medida que fui me capacitando e ganhando autoconfiança, fui entendendo o valor de me ESPIRITUALIZAR, que era me conhecer e usar meu potencial a serviço da vida. Aprendi que o vazio que a dor proporciona, é na verdade um esvaziamento para nos transformarmos a partir dela. Este novo olhar foi tão impactante que decidi me formar em psicologia para dar continuidade neste "autodescobrir"  através do "servir" para potencializar o meu propósito.

Passei a honrar minha história como parte da minha humanidade e a minha vulnerabilidade como parte de quem eu sou. Desenvolvi muita gratidão por tudo que vivi, o que tem possibilitado eu aprender a gostar mais de mim, sem pena, sem vitimização, sem revolta, apenas entendendo que todo ser humano tem uma história para navegar, e esta é a minha. 


Se quiser continuar navegando comigo, no próximo artigo vou contar como nasceu a iniciativa do Projeto Acolher Perdas e Luto e o seu Método de Acolhimento Ato de Amor. 


Rosana De Rosa, formada em psicologia, reside na Florida/USA, cofundadora do Projeto Acolher Perdas e Luto, uma organização sem fins lucrativos, que visa acolher as pessoas online, que estão vivenciando a partida do seu ente querido. Para ser acolhido ou voluntário, inscreva-se no site www.projetoacolherperdaseluto.com.br e visite nossas redes sociais @projetoacolherperdaseluto. Se desejar fazer alguma pergunta ou comentário sobre os artigos escreva no meu Instagram @rosanaderosa.





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